Destaque Palavra do Bispo

TODOS OS BATIZADOS SÃO CHAMADOS À SANTIDADE

Porto Nacional, 28 de Maio de 2018

“Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: Sede santos porque eu sou santo.” (I Pd1, 15-16)

O nosso Papa Francisco, no dia 19 de Março deste ano (Festa de São José), nos ofereceu a belíssima e interessante Exortação Apostólica: Gaudete et exultate, (Alegrai-vos e exultai),  que trata sobre urgência da santidade no mundo de hoje.

“A santidade é o rosto mais belo da Igreja” (nº 9). Nos dias de hoje, nós também podemos ser santos?

Francamente, após a leitura da Exortação, meu coração fica inquieto com um certo pensamento:  Jesus, ao visitar a casa de Lázaro em Betânia, não desrespeitou com suas palavras Marta, mas apenas disse que sua irmã, Maria, havia escolhido a melhor parte (Conf. Lc 10,38-42). Observando nosso quotidiano, com tantas atividades, podemos encontrar dentro de nós um pouco de Marta e de Maria. Por que então sempre enfatizamos o errado que fizemos, e a Santidade não se torna o apelo mais íntimo na nossa vida de batizado(a)? Queiramos acolher Jesus em nossas casas, assim como Maria e Marta, assumindo nossas tarefas, sendo verdadeiramente “sal da terra e luz do mundo” (nº 33).

Para tornar-se santo, no meio das pessoas no mundo de hoje, é necessário tão pouco!

Retornando à mencionada Exortação Apostólica, vale a pena salientar algumas observações do Papa Francisco: Quais são os inimigos da santidade de hoje?

Primeiro é o nosso subjetivismo e gnosticismo, que se manifestam nas atitudes, que descartam o mistério na fé: existem pessoas que preferem “um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja e uma Igreja sem povo” (nº 37). Mas a verdadeira sabedoria cristã, contemplando o mistério de Deus conosco nunca “se deve desligar da misericórdia para com o próximo” (nº 46).

O Segundo inimigo é o chamado pelagianismo, que se manifesta na rejeição da graça em nossas vidas. Neste sentido, as estruturas da Igreja começam escravizar, ao invés de nos levar à paz e à liberdade. Não podemos nos esquecer de que sempre o primeiro e o último passo pertencem a Deus.

No sentido positivo sobre a santidade, o Papa insiste, interpretando as bem-aventuranças que sejamos “a luz do Mestre”:

– “Ser pobre de coração: isto é Santidade!” (nº 70).

– “Reagir com humilde mansidão: isto é Santidade!” (nº 74).

– “Saber chorar com os outros: isto é Santidade!” (nº 76).

– “Buscar a justiça, com fome e sede: isto é Santidade!” (nº 79).

– “Olhar e agir com misericórdia: isto é a Santidade!” (nº 82).

– “Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor: isto é Santidade!” (nº 86).

– “Semear a paz ao nosso redor: isto é Santidade!” (nº 89).

– “Abraçar diariamente o caminho do Evangelho, mesmo que nos acarrete problemas: isto é Santidade!” (nº 94).

Vale a pena mencionar ainda alguns atributos bem naturais, que causam a leveza no caminho à Santidade, e que são ligados com o nosso comportamento: O Papa destaca a importância de fidelidade ao Mestre, nas obras da misericórdia para com o próximo, na rejeição das ideologias e do hedonismo. A Igreja Católica oferece, também, a força moral através do testemunho dos Santos (nº 109), os de toda a história, bem como os de nosso tempo.

Enfim, o santo no meio do mundo de hoje, é uma pessoa que tem a coragem de abrir o seu coração a Jesus, lançando fora o mau humor e a tristeza. Ela suporta os problemas com paciência e mansidão, e com a virtude de humildade adquire a fortaleza, por meio das humilhações e até mesmo das difamações midiáticas.

A espera da vinda definitiva de Jesus e de sua Vitória deve motivar a pessoa para sua atuação na Comunidade dos Batizados, à oração contemplativa, ao não isolamento com os outros, andando sempre na presença de Deus. Neste contexto, a abertura ao Espírito Santo, que nos concede os dons da Sabedoria e Discernimento, a vivência dos Sacramentos, de um modo particular a Eucaristia e Penitência, a leitura da Bíblia, a adoração ao Santíssimo Sacramento, se tornam um poderoso  combustível espiritual para nosso dia-a-dia.

Para quebrar o eventual orgulho pessoal, fortalecendo-se na humildade, o Papa Francisco nos lembra que “a santidade é um dom sobrenatural”, quer dizer “em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro, e a quem Ele enviou, Jesus Cristo (cf. Jo 17, 3)” (nº 170).  E no caminho à santidade, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, temos que estar prontos também para aceitar “a lógica do dom da cruz”. (nº174)

Caros Irmãos e minhas Irmãs, quero incentivar a leitura da mencionada Exortação Apostólica, do nosso Papa Francisco. Sejamos como Marta e Maria, irmãs de Lázaro, que conseguiram submeter-se às palavras do Jesus.

Espero que as palavras de nosso Papa nos levem a refletir sobre a necessidade da santidade em nossos dias, como algo possível.

Nossa Senhora das Mercês, Padroeira de nossa Diocese de Porto Nacional, rogai por nós!

Com a minha benção,

Dom Romualdo Matias Kujawski

Bispo Diocesano de Porto Nacional

PALAVRA DO BISPO

Dom Romualdo

Nomeado Bispo Diocesano de Porto Nacional 04 de Novembro de 2009.
Lema de seu episcopado.
STATE IN FIDE
" Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes."1Cor, 16,13

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