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2015: Ano dedicado à vida consagrada (Sal da Terra / Luz do Mundo)

2013-12-03 Rádio Vaticana

2015 será um ano dedicado à vida consagrada: foi o próprio Papa a anunciá-lo sexta-feira passada, no final de um encontro com os 120 Superiores Gerais das ordens e institutos religiosos masculinos, que estiveram reunidos em Roma. O anúncio apanhou todos de surpresa e sublinha a importância que o pontífice reserva à vida consagrada e à necessidade de reavivar o verdadeiro espírito que a caracteriza.

Foi marcado pela cordialidade e por um confronto aberto este encontro do Papa Francisco com os participantes da 82ª Assembleia Geral da União dos Superiores Gerais (USG). Tratou-se de um encontro de três horas, sem qualquer discurso do Santo Padre, que preferiu escutar as questões que lhe foram sendo propostas, respondendo uma a uma. Começando por recordar a radicalidade a que os religiosos estão chamados, no seguimento de Cristo, o Papa observou que a vida consagrada é uma profecia: “homens e mulheres que podem despertar o mundo. Deus pede-nos para sairmos do ninho, indo para as periferias do mundo, mas evitando a tentação e domesticá-las. É esta a maneira mais concreta de imitar o Senhor”, frisou.

Questionado sobre a situação das vocações, o Papa destacou que existem Igrejas jovens que estão dando novos frutos. “Isso obriga naturalmente a repensar a inculturação do carisma. A Igreja deve pedir perdão e encarar com muita vergonha os insucessos apostólicos devidos a desentendimentos neste campo, como no caso de Mateus Ricci [jesuíta missionário na China, séc. XVI-XVII; defendia a inculturação do cristianismo, rejeitada por Roma]. O diálogo intercultural há-de levar a inserir no governo dos Institutos religiosos pessoas de várias culturas que exprimem diferentes maneiras de viver o carisma” considerou o Papa. O Santo Padre insistiu muito na formação dos candidatos à vida religiosa, assente em quatro pilares: formação espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. “É importante evitar todas as formas de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo franco e aberto sobre todos os aspectos da vida”, destacou. “A formação é uma obra de artesanato, não uma ação policial”. Para o Papa Francisco, “o objetivo é formar religiosos que tenham um coração terno, não ácido como o vinagre”. E deixou uma séria advertência: “Somos todos pecadores, mas não corruptos. Admitam-se os pecadores, mas não os corruptos”.

Interpelado sobre o modo como entende a fraternidade, o Papa sublinhou a enorme força de atração que esta constitui. Supõe a aceitação das diferenças e dos conflitos. Por vezes é difícil de viver, mas é precisamente esta tensão o preço da fecundidade. Em todo o caso – acrescentou – “nunca devemos agir como meros gestores perante um conflito com um irmão: há que saber acariciar o conflito [tratá-lo com jeito, com cuidado, sem violência]”. Foram-lhe também colocadas algumas questões sobre as relações dos religiosos com as Igrejas particulares em que estão inseridos. O Papa declarou conhecer por experiência este tipo de problemas. “Nós bispos – afirmou – temos de compreender que as pessoas consagradas não são mero material de ajuda, mas sim carismas que enriquecem as dioceses”.

Sobre “as fronteiras” da missão dos consagrados, Papa Francisco considerou que hão-de ser identificadas tendo como base os carismas próprios. Em todo o caso – insistiu – as realidades da exclusão permanecem as prioridades mais significativas. Não foram esquecidos os desafios culturais ligados à educação nas escolas, colégios e universidades. O Papa apontou três colunas da educação: “Transmitir conhecimentos, transmitir modos de fazer, transmitir valores”. E assim se testemunha e transmite também a fé. O educador deve estar à altura das pessoas que educa e interrogar-se sobre o modo de anunciar Jesus Cristo a uma geração que muda.

A concluir, um muito obrigado a todos os Superiores religiosos, pelo testemunho que dão e “também pelas humilhações” por que muitas vezes passam, nas vicissitudes dos respetivos Institutos.

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