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REGIÃO NORTE 3

A IDEOLOGIA DO GÊNERO DENTRO DO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO (PNE) CARTA ABERTA

DOM ROMUALDO MATIAS KUJAWSKI BISPO DIOCESANO DE PORTO NACIONAL A IDEOLOGIA DO GÊNERO DENTRO DO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO (PNE) CARTA ABERTA Porto Nacional-TO,

DOM ROMUALDO MATIAS KUJAWSKI BISPO DIOCESANO DE PORTO NACIONAL A IDEOLOGIA DO GÊNERO DENTRO DO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO (PNE) CARTA ABERTA Porto Nacional-TO,

DOM ROMUALDO MATIAS KUJAWSKI BISPO DIOCESANO DE PORTO NACIONAL

A IDEOLOGIA DO GÊNERO DENTRO DO PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO (PNE)
CARTA ABERTA
Porto Nacional-TO, 15 de maio de 2015.
Prezados (as) Senhores (as),

Peço que aceitem esta Carta não como censura da liberdade de expressão em nosso País, considerado um Estado Democrático de Direito. Simplesmente, gostaria partilhar minhas preocupações, que atingem toda Sociedade Católica de minha Diocese.
A mencionada Sociedade não concorda com pensamento, que o sexo (masculino ou feminino) tornou-se opção social da livre escolha do ser humano. É natural que, na sociedade pluralista, existam vários modelos do comportamento e da convivência, desde que se encaixem dentro do Código Civil legalmente estabelecido.
Onde se encontra o problema?
1. O Tema da “ideologia do gênero” não foi debatido e esclarecido suficientemente pela população;

2. É difícil aceitar, do meu ponto de vista uma imposição de uma minoria à maioria, principalmente em referência aos Planos de Educação na Escola Pública.

3. Acredito que as famílias têm o direito de exigir da Escola a objetividade e respeito de sua convicção religiosa, não se deixando manipular por um lobby minoritário.
4. Ressalto, ainda, com convicção que o Brasil, sendo um país laico, não pode ser confundido obrigatoriamente com o país laicista, ou mesmo ateu.
É preciso reafirmar o papel importante da família na construção da identidade dos filhos. Em conformidade com a Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, § 37, escrita por São João Paulo II, “a educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve atuar sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos e controlados por eles. Neste sentido a Igreja reafirma a lei da subsidiariedade, que a escola deve observar quando coopera na educação sexual, ao imbuir-se do mesmo espírito que anima os pais.”.
Em conclusão, apelo aos senhores (as) Prefeitos (as), Vereadores (as), Secretários (as) de Educação, que repensem e rejeitem tal proposta de implantação da “ideologia do gênero”, no âmbito dos Planos Municipais de Educação.

Respeitosamente,
Dom Romualdo Matias Kujawski Bispo Diocesano de Porto Nacional (TO)

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