VATICANO

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REGIÃO NORTE 3

“Cada vez que você me deixar, para saudar a minha Mãe, eu a recompensarei”

Gertrudes costumava comunicar tudo o que parecesse bonito e agradável ao seu Bem-Amado.

E também, quando ouvia leituras e cânticos em honra da bem-aventurada Virgem Maria e dos outros santos, as palavras que excitavam seu afeto, eram sempre dirigidas ao Rei dos reis, seu Senhor, que ela dirigia os elãs do seu coração, e não aos santos que eram citados.

Um dia, na solenidade da Anunciação, o pregador se agradou em exaltar a Rainha do Céu, mas não mencionou a encarnação do Verbo, obra de nossa salvação. Ela, então, ficou triste, e, passando diante do altar da Mãe de Deus, depois do sermão, ao saudá-la, não sentiu a mesma ternura doce e profunda de sempre; ao contrário, seu amor se dirigiu com mais força e ardor a Jesus, o fruto abençoado do seio da Virgem:

Não tenha medo de nada, ó minha bem-amada ─ disse-lhe Jesus ─, pois é muito agradável à Mãe, que, ao cantar seus louvores e sua glória, você dirija a sua atenção para mim. No entanto, visto que a sua consciência a reprova, preste atenção; quando passar diante do altar, corteje, devotamente, a imagem da minha Mãe imaculada e não precisa saudar a minha imagem.

─ Ó meu Senhor e único Bem ─ exclamou ela, minha alma não poderá nunca consentir em abandonar aquele que é a minha Salvação e sua vida para dirigir a outrem, suas afeições e seu respeito.

O Senhor disse-lhe com ternura: ó minha bem-amada, siga o meu conselho; e cada vez que você tiver me deixado para cumprimentar a minha mãe, Eu a recompensarei, como se você tivesse realizado um ato da mais alta perfeição, pelo qual um coração fiel não hesita em me abandonar, a mim, que sou o cêntuplo dos cêntuplos, para mais me glorificar.

Em Gertrude d’Helfta, Le Héraut de l’Amour divin, (Gertrudes D´Helfta, o Arauto do Amor divino) t. I, Tours, Mame, 1921

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