Destaque Palavra do Bispo

DIGNIDADE DA EUCARISTIA

DOM ROMUALDO MATIAS KUJAWSKI

BISPO DIOCESANO DE PORTO NACIONAL

 

 

“O Corpo de Cristo não está mais realmente presente no sacramento adorável quanto a verdade de Cristo está na pregação evangélica. No mistério da Eucaristia, as espécies que vedes são os sinais, porém o que nelas está contido é o próprio Corpo de Cristo; na Escritura, as palavras que ouvis são os sinais, mas o pensamento que vos trazem é a verdade mesma do Filho de Deus”. (Jacques-Bénigne Bossuet)

 

 

Caros irmãos,

 

 

O tempo está passando e o cenário que temos observado é de um significativo crescimento dos casos confirmados de infecção pelo Coronavírus (CVID-19). Graças a Deus, em nossa Diocese, nosso povo tem sido poupado, graças ao atendimento das normas repassadas pelos órgãos competentes.

Louvo a Deus pela criatividade que cada um dos senhores tem desenvolvido para que o rebanho de nossa Diocese se sinta cuidado e protegido. Após as reflexões feitas em nosso grupo do “WhatsApp”, gostaria de ponderar algumas coisas:

1 – Recordo, mais uma vez, que a Missa é o Santo Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai em todos os altares do mundo, através das mãos do sacerdote, e possui um valor universal de santificação da Igreja e de cada um de nós. Este Mistério é tão grande, que sua eficácia para nossa salvação e de todo o mundo independe da presença física dos fiéis, pois espiritualmente todos se fazem unidos pela comunhão de fé na Santíssima Trindade.

2 – O Art. 4.º do nosso Decreto n.º 004/2020, de 19 de março de 2020 que dispensou todos os fiéis da obrigação prevista no cânon 1247 do Código de Direito Canônico de participar presencialmente da celebração da Missa, continua em vigor.

3 – Lembro-vos que estamos atravessando um momento excepcional, muito sério, tendo em vista essa pandemia que nos assola, o que tem feito experimentar com tristeza a distância de nosso povo, que tem vivido o grande sacrifício da renúncia temporária ao preceito da participação na Eucaristia dominical. Recordando as palavras de São Paulo, “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8,28), confiemos que esse momento de dificuldade é passageiro e, em breve poderemos nos reunir novamente em nossas assembleias, com o forte desejo do encontro com Cristo e com os irmãos.

4 – Quando celebramos a Eucaristia sem a assembleia reunida, o fazemos para todos, e assim, todos participam espiritualmente da celebração do santo sacrifício de Nosso Senhor, ressuscitado e presente em nosso meio. O momento que atravessamos é oportuno para ler e meditar a Palavra de Deus em casa, juntamente com suas famílias.

5 – Não podemos nos esquecer de que A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã, tanto para a Igreja universal como para as comunidades locais da mesma Igreja.” (Presbyterorum Ordinis, n.º 5), e que essa situação em que nossos fieis estão sendo privados dessa grande graça é passageira. Portanto, o incentivo à comunhão do Pão Palavra dever ser largamente incentivado, conforme nos ensina o § 21 da Constituição Dogmática Dei Verbum: “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo.”

6 – O Papa Francisco tem nos dado grandes testemunhos nesse tempo. Precisamos observá-lo com muito carinho para aprendermos com seus gestos e palavras. Ele disse há alguns dias atrás: “Nesta situação de epidemia em que nos encontramos, vivendo mais ou menos isolados, somos convidados a redescobrir e aprofundar o valor da comunhão que une todos os membros da Igreja.” E ainda: “Unidos a Cristo, nunca estamos sozinhos, mas formamos um único Corpo, do qual Ele é a Cabeça. É uma união que se alimenta da oração e também da comunhão espiritual, prática altamente recomendada quando não é possível receber o sacramento. Isso é o que eu digo a todos, especialmente às pessoas que moram sozinhas.”

7 – O intuito desse comunicado não é repreender ninguém, nem muito menos editar algumas normas ditando o que se pode ou não fazer. O que peço a cada um de vocês é que usem sempre o bom senso, para evitar todo e qualquer tipo de abuso à Sagrada Liturgia, bem como deixar transparecer a Santíssima Eucaristia como um objeto qualquer. O devido cuidado para com o Augustíssimo Sacramento é dever de cada um de nós.

8 – Por fim, não nos esqueçamos do ensinamento do Papa S. Paulo VI, em sua Encíclica Mysterium Fidei (§ 34): “Na celebração da Missa, os modos principais da presença de Cristo na Igreja manifestam-se gradualmente: primeiro, enquanto está presente na própria comunidade dos fiéis reunidos em seu nome; depois, na sua palavra, quando na igreja se lê e se explica a Escritura; igualmente na pessoa do ministro; e por fim e de modo eminente, debaixo das espécies eucarísticas. ”

Permaneçamos unidos na oração cotidiana para que o Senhor livre dessa pandemia, bem como seus terríveis efeitos na área da saúde, bem como na área econômica, especialmente por todos os nossos irmãos que têm passado necessidades e sofrido com o desemprego.

Porto Nacional, 20 de abril de 2020,

 

 

Nossa Senhora das Mercês, rogai por nós!

 

Com a minha benção,

 

 

Romualdo Matias Kujawski

Bispo Diocesano

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