Notícias Diocesanas

Diocese de Porto Nacional Celebra Seus 96 Anos de Instalação, 102 de Sua Criação e 156 de Emancipação Política da Cidade de Porto Nacional.

No último dia 11.07 (ontem), foi celebrada a Missa em ação de graças pelos  96 anos de Instalação da Diocese, 102 de sua criação e 156 de Emancipação Política da cidade de Porto Nacional.

A missa foi presidida pelo Vigário Forâneo Pe Edisley e concelebrada pelos padres da cidade. Também estiveram presentes o Pe Eldinei, Pe Deusimar, Mons. Jones, Pe Gleibson, Mons. Jacinto, os seminaristas, religiosas e numeroso povo de Deus.  Na homilia, o Pe Edmilson apresentou alguns aspectos históricos e o significado da instalação da Diocese, a importância do Episcopado na vida da Igreja e a importância da fé católica na cultura e na história da cidade de Porto Nacional.

No final, o Pe Jucimar fez uso da palavra para agradecer todos que estiveram envolvidos e participaram do evento.

Homilia: Iniciando esta reflexão desejo de coração saudar a todos os que aqui se encontram para celebrar o nonagésimo sexto (96) aniversário de instalação da Diocese de Porto Nacional e 156 de emancipação política desta cidade.  Saúdo a todos os padres presentes na pessoa do Padre Edisley, nosso distinto vigário Forâneo. Saúdo todas as autoridades na pessoa do Sr. Prefeito Municipal Sr. Joaquim Maia. Igualmente, saúdo os representantes das várias entidades que se fazem presentes nesta celebração.

Caríssimos irmãos e irmãs, toda Celebração Eucarística é “ação de graças”, que funde em si as três dimensões da história e do tempo: passado, presente e futuro. A eucaristia é memória, recordação de todo sacrifício do Cristo, da última ceia até o calvário. Mas, não é somente lembrança cheia de fé. É acontecimento atual. Este sacrifício torna-se presente, perpetuando-se, sacramentalmente em cada celebração eucarística. O sacrifício passado se torna vivo no nosso hoje e, atual,  perpetua-se, abrindo-nos ao futuro, denso de esperança. Com efeito, todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos e participamos misteriosamente a morte do Cristo, enquanto esperamos a sua vinda (Oração Eucarística).

A pedagogia inerente na eucaristia nos ensina a olhar para o nosso passado, com humildade e sinceridade, reconhecendo que a fé da Igreja é essencialmente tradição, transmissão. “A igreja, que é ‘a coluna e o sustentáculo da verdade’ (1Tm 3, 15), recebe dos Apóstolos a fé e como depositaria da fé, empenha-se para transmitir fielmente este tesouro confiado “a todos os santos’ (Jd 3)” (Cf. Catecismo da Igreja Católica -CIC, 171). “Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles ‘transmitindo o seu próprio encargo de Magistério” (CIC, 77), transmissão. Assim, a Igreja que não retorna às suas origens, as suas raízes, que não reconhece a herança recebida das gerações passadas é uma Igreja sem rumo no presente e sem esperança no futuro. O mesmo se aplica a uma nação, estado e cidade.

A Igreja particular de Porto Nacional, ao Celebrar seus 96 anos da sua instalação, celebra a sua fidelidade à toda tradição apostólica recebida, guardada e transmitida pelos bispos passados e presente. Essa tradição não se confunde com um corpo doutrinal petrificado, destinado a se torna peça arqueológica. Mas algo vivo, dinâmico e pessoal, nela está o Cristo, Palavra de Deus. Revestidos do Cristo bom pastor, “os Bispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos” (Lumen Gentium, 25). O Cristo e a sua Igreja se faz plenamente presente na Diocese na pessoa do Bispo (CIC. 1549). Disse Santo Inácio de Antioquia na sua carta endereçada ao então jovem de Esmirna, São Policarpo: «Onde está o bispo, aí está o Cristo; onde está o bispo aí está a Igreja, a segurança da vida eterna e a promessa da comunhão com Deus». Hoje recordamos a chegada de Dom Domingos Carrerot a esta cidade, em 11 de julho de 1921, celebramos a presença da igreja em Porto Nacional, a presença do Cristo no meio de nós, por meio do episcopado.

No evangelho de hoje, Jesus “vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor”(Mt 9, 36). Nossa história nasce e se sustenta nesta compaixão do Senhor.  Foi olhando essa multidão, porção do povo de Deus que o Senhor nos Deus pastores, segundo o seu coração (Jr 3, 15). Recordemos nossos zelos bispos: Dom Domingos Carrerot, Dom Alano Maria Du Noday, Dom Celso Pereira de Almeida, Dom Geraldo Viera de Gusmão e, atualmente, Dom Romualdo Matias Kujawski. Por tudo isso, nossa sincera ação de graças porque o Senhor sempre se mostrou presente conosco ao longo da nossa história. Demos graças ao Senhor porque ele é bom e eterna é a sua misericórdia (Cf. Sl 117[116],1).

Recordo também, neste momento, o Bispo que saiu como missionário desta Diocese: Dom José Moreira. Recordo-me de tantos padres, diáconos permanentes, religiosas, seminaristas, ministros, os leigos e leigas, das sólidas famílias portuenses, aquelas outras famílias que vieram de tantos outros lugares e que ajudaram e ajudam os bispos na solidificação da fé da Igreja em Porto Nacional. Por tudo, podemos dizer como o Salmista Deus inclina para nós o seu ouvido, escutando-nos e mostrando-nos o seu amor maravilhoso (Cf. Salmo – 16/17, 6).

Se o passado, apesar dos muitos pecados e falhas humanas, nos encanta, o presente nos desafia. Há dois anos celebramos o Centenário da nossa Diocese, antecedido pelo I Sínodo Diocesano. Em 2016, realizamos nossa Assembleia Diocesana. Em nosso horizonte descortinou a necessidade de fazer das nossas paróquias “comunidade de comunidades”, uma Igreja missionária em saída. Ligada a essa necessidade, apareceu-nos a urgência de uma sólida formação, a partir dos meios modernos de comunicação, para todos agentes de pastorais, da nossa vasta Diocese. Já sabendo para onde vamos, precisamos dar os primeiros passos. Como são difíceis os primeiros passos para quem tem que constantemente reaprender a andar. Resta-nos, erguer as nossas mãos, pedir que o Pai segure as nossas mãos e nos ensine a caminhar. “Senhor, “Ficai conosco”… “Ficai nosso grande amigo”, (cf. Lc 24,29), “pois sem vós, nada podemos fazer” (cf. Jo 15,5b).

Na primeira leitura de hoje (Gênesis 32,23-33), vimos que na noite da sua vida, Jacó lutou com o Desconhecido, até o romper da aurora. Levado pelo cansaço da luta, segurou-lhe para que não partisse sem que o tivesse abençoado. Porque lutou com Deus e com os homens, e venceu, sem nome se tornou Israel. Jacó, cujo nome significa enganador, tornou-se aquele que lutou com Deus e os homens os venceu, arrancando-lhe uma benção para sua vida. Jacó deu aquele lugar o nome de “Fanuel”, ‘vi o Senhor face a face e, conservei a vida”. O sol levantou-se no horizonte na noite escura da vida de Jacó. Essa leitura nos inspira a lutar com o presente que nos desafia, o desconhecido futuro que nos amedronta. Lutar e vencer para que nossa história seja verdadeiro “Fanuel”, “o ver o Senhor face a face” conservando nossa vida. Do nosso adversário, o tempo, arranquemos de Deus a benção que necessitamos para enfrentarmos juntos o futuro com a esperança que vem de Deus. Contra toda esperança devemos esperar no Senhor (Rm , 18) a fim de que a Igreja que somos, no nosso tempo continue respeitada e amada nesta terra e a Igreja que queremos resplandeça com toda sua força.

No altar mó desta catedral, encontra-se o Bom Jesus do Pontal, o mais forte elo que liga esta cidade à sua raiz mais remota, o povoado do Bom Jesus do Pontal. Também no centro desta cidade, está esta catedral, edificada com pedra e na firmeza da fé de um povo. Esta edificação, por si mesma se impõe dando identidade à cultura de um povo e ligando as fase da história de Porto Imperial, Porto Real e Porto Nacional, passado, presente e futuro deste mesmo povo. Esta catedral, não nos deixa esquecer que a raiz histórica e cultural desta cidade é inegavelmente católica e alicerçada na fé cristã. Este suntuoso templo, no estilo românico, arquitetado como gigantesca fortaleza, é nosso abrigo seguro. Aqui está o Cristo pedra angular que alicerça e mantém firme e sólida a fé de um povo, de geração a geração. Esta catedral, símbolo que ultrapassa os limites desta cidade, no limiar do tempo, imprime a fé zelosamente transmitida e generosamente acolhida por mais de 100 anos. Sugere ao nosso tempo, tempo da “cultura líquida”, do predomínio do efêmero, do ligeiramente descartável e esquecimento do valores morais, a vigilância e a firmeza da fé (I Cor 16, 13).

Que nossa Padroeira, Nossa Senhora das Mercês, neste Ano Nacional Mariano, mãe que sempre esteve presente em todos os momentos da vida desta Igreja Particular, interceda por nós, pela nossa cidade, pelas gerações futuras, para que a chama da fé mantenha acessa no nosso coração e desta cidade. Para que não esqueçamos as  nossas raízes de fé e na confiança em nosso Senhor continuemos fiéis aos princípios do evangelho.

Parabéns a cidade de Porto Nacional.

Parabéns a Diocese de Porto Nacional.

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