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Novas Transferências

Prezados irmãos da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Porto Nacional.

Cabe a mim, como Bispo Diocesano, no desempenho prioritário de meu ministério pastoral, a missão de acompanhar os presbíteros (padres) com amor constante e ternura paternal, procurando e promovendo o seu bem integral, a fim de que eles exerçam plena e autenticamente seu ministério a serviço do Povo de Deus. E, com não menor gravidade e prioridade, cumpre que eu zele pelo bem do rebanho a mim confiado em nome de Jesus, o Bom Pastor.
Como parte desta missão, incumbe-me escolher com especial diligência os padres que apascentam cada comunidade paroquial de nossa querida Diocese.
Queridos irmãos diocesanos: confesso-lhes, com toda sinceridade, que nem sempre há facilidade nesta tarefa. Mediante oportunas sondagens e observações acerca das exigências pastorais de cada paróquia, e levando em consideração as qualidades pessoais e os dons de cada padre, procuro escolher a pessoa que seja mais preparada a se inserir na nova realidade pastoral. Certamente, nesta missão não poderão faltar a oração e a inspiração do Espírito Santo. Torna-se também essencial a consulta aos padres que mais diretamente me auxiliam na direção de nossa Diocese, bem como aos membros do Conselho Presbiteral. Normalmente, as transferências fazem parte de qualquer instituição ou organismo. A permanência ilimitada na mesma função e no mesmo lugar pode, às vezes, criar maus hábitos, gerando comodismo e falta de entusiasmo com relação às tarefas a serem cumpridas. Pelo contrário, o novo, mesmo que no início possa assustar-nos, gera criatividade e confiança nas próprias capacidades diante dos desafios a serem enfrentados e superados.
Creio que, principalmente na Igreja, as transferências dos padres, que estão acontecendo devem ser aceitas com serenidade e docilidade, a partir das seguintes considerações:
1. De certa maneira, as transferências lembram-nos do que afirma o autor da Carta aos Hebreus: “Porque não temos aqui cidade permanente, mas estamos à procura da que está para vir” (13,14). Estamos sempre a caminho, em busca de uma nova e inimaginável realidade que nos será dada como permanente e eterna. Não adianta agarrar-se àquilo que não é definitivo e provisório!
2. No convite que o Bispo faz ao seu padre para se transferir para outra paróquia, não se pode esquecer jamais de que é a voz de Deus que dirige a sua Igreja. Abraão estava tão bem instalado na sua terra entre os seus, até o dia em que escutou a voz do Senhor. “O Senhor disse a Abrão: ‘Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu vou te mostrar…’. Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito” (Gn 12,1.4).
3. O exemplo de Jesus é também extremamente iluminador. Ele veio para salvar todos e não limitou o seu ministério a um determinado povo ou se fixou numa única localidade. O Evangelista São Marcos conta-nos: “De madrugada, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e saiu rumo a um lugar deserto. Lá, ele orava. Simão e os que estavam com ele se puseram a procurá-lo. E quando o encontraram, disseram-lhe: ‘Todos te procuram’. Jesus respondeu: ‘Vamos a outros lugares, nas aldeias da redondeza, a fim de que, lá também, eu proclame a Boa Nova. Pois foi para isso que eu saí’” (1,35-38).
4. No dia de sua ordenação presbiteral, o eleito aproxima-se do seu Bispo, ajoelha-se e põe as mãos postas entre as do Bispo. Este lhe pergunta: “Promete respeito e obediência a mim e a meus sucessores?”. O eleito responde: “Prometo”. A transferência torna-se assim um reavivar desta atitude de obediência filial ao Bispo e ao Povo de Deus ao qual ele é enviado.
5. Por fim, nunca é demais insistir sobre a importância da vivência da fraternidade presbiteral entre os próprios padres. Esta fraternidade nasce essencialmente do Sacramento da Ordem, como afirmava, de forma tão incisiva e profética, São João Paulo II: “O ministério ordenado tem uma radical forma comunitária e apenas pode ser assumido como obra coletiva” (Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores dabo vobis, Sobre a Formação dos Sacerdotes, n. 17a). Portanto, a vida de comunhão entre os padres é, sem dúvida, um dom de Deus que precisa ser cultivado e fortalecido por parte de todos. A atitude do padre em aceitar, alegre e generosamente, a indicação do Bispo para exercer seu ministério em outra paróquia, manifesta e aprofunda os laços solidários e fraternais entre todos os padres, sem criar qualquer forma de privilégio, distinção ou favorecimento.
Queridos Povo de Deus : exorto-os vivamente a acolher nos seus corações e nas suas comunidades os presbíteros que iniciarão sua nova missão neste novo ano. Não se esqueçam de que há muita verdade no seguinte dizer: “Se é verdade que é o padre que configura e molda a paróquia, é igualmente verdade que é a comunidade que configura e molda o seu padre”. E, de coração, agradeço a todos os padres que aceitaram meu pedido para a transferência. “Benditos são aqueles que vêm em nome de Jesus, o Bom Pastor”!
Que Nossa Senhora das Mercês, patrona de nossa querida Diocese , seja presença sempre amorosa na vida e no ministério dos seus filhos, os padres, para que, como ela, possam dizer: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

E a todos abençoo, e de um modo especial, Aos padres que iniciarão uma nova missão na nossa Igreja. Segue os nomes:

  • Pe. Divino Rodrigues Maciel ,exercerá a função de Pároco da Paróquia São João Batista – Aliança -TO
  • Pe. Edivaldo Roberto da Silva,exercerá a função de Pároco da Paróquia do Senhor Bom Jesus – Ponte Alta do Tocantins
  • Pe. José Fernando da Silva,exercerá a função de Pároco da Paróquia do Divino Espírito Santo- Peixe
  • Pe. José Francisco Ferreira,exercerá a função de Pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Graças-Palmeirópolis -TO
  •  Pe. Kelton Sharly Meneses Castelo,exercerá a função de Pároco da Paróquia São João Batista – Figueirópolis
  • Pe. Wagner Correia da Silva Oliveira, exercerá a função de Pároco da Paróquia São João Batista – Jaú -TO
  • Pe. Elison Gonçalves dos Santos,exercerá a função de Assistente Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré -Brejinho-TO
  • Pe. Marcos Aurélio Ramalho Alves, além de ser Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Abadia exercerá a função de Administrador Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida-Cariri-TO
  • Pe. Vanderlan Cunha dos Santos Pároco da Paróquia São Francisco de Assis – Alvorada , exercerá também a função de Vigário Forâneo para a Forania de Alvorada.
  • Diácono Leandro da Silva Lemes, exercerá a função de Assistente Pastoral da Paróquia de Santo Antônio – Monte Alegre-GO
  • Diácono  Douglas Aires Lira, exercerá a função de Administrador Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima-Fátima-TO

Dom Romualdo Matias Kujawski
Bispo Diocesano de Porto Nacional

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