VATICANO

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REGIÃO NORTE 3

O demônio começou a gritar: Eu tenho que me queixar de uma mulher (I)

Após a morte de seu filho, santa Brígida foi transportada para um amplo e magnífico palácio. Ela viu Jesus Cristo, sentado em seu tribunal, e rodeado por uma considerável corte formada por Anjos e Santos. Ao lado d´Ele estava a sua Mãe Santíssima, que ouvia, atentamente, o julgamento.

Aos pés do Juiz, sob a forma de um recém-nascido, ela percebeu a alma de um defunto a tremer, sem poder ouvir ou entender o que estava ocorrendo, mas tendo uma percepção íntima do que acontecia. À esquerda do Juiz, e próximo à alma, estava um Anjo; o demônio se mantinha à esquerda. Porém, nenhum dos dois se aproximava da alma.

O demônio, então, se pôs a gritar: “Escutai, Juiz todo-poderoso. Eu tenho que apresentar queixa sobre uma mulher que é, ao mesmo tempo, Soberana e vossa Mãe, à qual vosso amor deu o poder absoluto sobre o céu e a terra, e sobre nós, demônios do inferno. Ela, injustamente, me arrebatou a alma que está diante de vós. Pois, em boa justiça, eu tinha o direito de me amparar dela, no momento de sua saída do corpo, e de levá-la com meus companheiros, diante do vosso tribunal. Ora, ó justo Juiz, a alma nem tinha ainda saído do corpo ─ assim dizendo ─ quando esta mulher, que é vossa Mãe, pegou-a, cobrindo-a com a sua poderosa proteção, e vo-la apresentou”.

 

 

Em Vie de sainte Brigitte (Vida de Santa Brígida), tomo II capítulo XXXI

 

 

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