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REGIÃO NORTE 3

Padres do Tocantins participam de Sessão Especial para homenagear Santa Dulce

Na manhã de ontem os Padres Eldinei Carneiro (Paróquia Santo Antônio de Gurupi -TO), Jucimar Ribeiro (Nossa Senhora das Mercês – Porto Nacional – TO), Marcílio Brandão (Arquidiocese de Palmas – TO, exercendo o ministério em Goiânia – GO) e Osteval Glória (Gurupi – TO) participaram no Plenário do Senado Federal da Sessão Especial para homenagear a Canonização da Irmã Dulce. A propositura foi iniciativa da Senadora Kátia Abreu (PDT – TO). Também estiveram presentes os Senadores da Bahia: Jacques Wagner (PT – BA), Angelo Coronel (PSD – BA) e Otto Alencar (PSD – BA), que destacaram as obras sociais da Irmã Dulce, especialmente o empenho na construção do maior hospital de Salvador – BA. A Senadora Kátia Abreu salientou a importância dos trabalhos da Religiosa: “A sessão de hoje de homenagem à Santa Dulce dos Pobres é uma oportunidade para que o Senado da República assuma as responsabilidades e o legado da primeira santa brasileira e comece a discutir, com a maior urgência possível, soluções efetivas de suspensão da pobreza e das desigualdades sociais vividas pelos brasileiros. Garantir a dignidade humana a milhões de brasileiros e brasileiras é nossa obrigação, é nosso dever”. E finalizou: “Ao lado do Estado, que não pode faltar a quem precisa do Estado, os pobres do Brasil precisam contar com inúmeras ‘irmãs dulces’, com um esforço suplementar de solidariedade de todos nós. Que possamos, espiritualmente, vestir o hábito de Irmã Dulce e fazer minimamente o papel que ela fazia”. Esteve presente também o Representante da CNBB, Pe. Paulo Renato, que destacou a visão da Igreja: “A fé e a vida são inseparáveis, são duas colunas do Cristianismo”. No final da Sessão, o Pe. Eldinei Carneiro foi convidado para ministrar a bênção final, na sua fala eles enfatizou: “Temos muitas coisas semelhantes com a Bahia, lá tem o Santuário de Bom Jesus da Lapa, nós temos o Santuário do Senhor do Bonfim. As regiões do Norte e Nordeste trazem o sentido da luta e das pessoas simples. Minha Paróquia leve o mesmo nome do hospital da irmã Dulce, Santo Antônio”. E concluiu: “Os Santos têm quatro elementos em comuns: a oração, fé, cruz e a caridade. Irmã Dulce é um exemplo para todos nós pois deu não somente o remédio, que cura o corpo, mas o amor, que cura a alma”. Após a cerimônia foi servido um coffe break.

Quem foi Irmã Dulce

Batizada como Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, ela era a segunda filha do professor universitário e dentista Augusto Lopes Pontes e da dona de casa Dulce de Souza Brito. Nasceu em Salvador, em 1914, e, a partir de 1921, adotou o nome da mãe. A religiosa dedicou-se à missão de ajudar as comunidades pobres da capital baiana e ficou reconhecida ao longo da vida pela devoção ao próximo, sobretudo os doentes e necessitados. Ela criou e ajudou a criar várias instituições filantrópicas, como o Hospital Santo Antônio, que atende milhares de pessoas todos os dias. Dulce foi beatificada em 2011, quando passou a ser reconhecida como beata Dulce dos Pobres. Após a canonização, tornou-se Santa Dulce dos Pobres e a primeira santa nascida no Brasil.

Fonte: Pe. Eldinei Carneiro com colaboração da Agência do Senado

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