VATICANO

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REGIÃO NORTE 3

REAPRENDAMOS A NOS ENCONTRAR Por, Dom Fernando Arêas Rifan

Em sua mensagem URBI ET ORBI (para Roma e para o mundo) neste Natal de 2021, o nosso Papa Francisco ensina que “a Palavra de Deus, que criou o mundo e dá sentido à história e ao caminho do homem, fez-Se carne e veio habitar entre nós. Apareceu como um sussurro, como o murmúrio duma brisa ligeira, deixando cheio de maravilha o coração de todo o homem e mulher que se abre ao mistério”.

“O Verbo fez-Se carne para dialogar conosco. Deus não quer construir um monólogo, mas um diálogo. Pois o próprio Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, é diálogo, comunhão eterna e infinita de amor e de vida. Quando veio ao mundo, na pessoa do Verbo encarnado, Deus mostrou-nos o caminho do encontro e do diálogo. Mais, Ele próprio encarnou em Si mesmo este Caminho para nós podermos conhece-lo e percorrê-lo com confiança e esperança”.

 “Irmãs e irmãos, como seria o mundo sem o diálogo paciente de tantas pessoas generosas, que mantiveram unidas famílias e comunidades? Apercebemo-nos ainda melhor disso neste tempo de pandemia. A nossa capacidade de relações sociais é duramente posta à prova; aumenta a tendência para fechar-se, arranjar-se sozinho, renunciar a sair, a encontrar-se, a fazer as coisas juntos. E, mesmo a nível internacional, corre-se o risco de não querer dialogar, o risco de que a complexidade da crise induza a optar por atalhos em vez dos caminhos mais longos do diálogo; mas, na realidade, só estes conduzem à solução dos conflitos e a benefícios partilhados e duradouros”.

E o Papa fala com tristeza da crise de guerra na Síria, no Iraque, no Iémen, em Israel e na Palestina, onde se situa Belém, onde Jesus nasceu, e no Líbano, que padece crise sem precedentes, com condições econômicas e sociais muito preocupantes.

 “Mas, no coração da noite, eis o sinal de esperança: hoje ‘o amor que move o sol e as mais estrelas’ (Dante), faz-se carne. Veio em forma humana, partilhou os nossos dramas e rompeu o muro da nossa indiferença. No frio da noite, estende os seus bracinhos par anos: tem necessidade de tudo, mas vem para nos dar tudo. A Ele pedimos a força de nos abrirmos ao diálogo. Neste dia de festa, imploramos-lhe que suscite, no coração de todos, anseios de reconciliação e fraternidade. A Ele, dirijamos a nossa súplica: Menino Jesus, dai paz e concórdia ao Médio Oriente e ao mundo inteiro… Rei dos povos, ajudai as autoridades políticas a pacificar as sociedades abaladas por tensões e contrastes… Sede luz e amparo para quem, mesmo indo contracorrente, crê e trabalha em prol do encontro e do diálogo…”.

“Muitas são as dificuldades do nosso tempo, mas a esperança é mais forte, porque ‘um menino nasceu para nós’ ( Is.9, 5). Ele é a Palavra de Deus que se fez ‘in-fante’… Quis aprender a falar, como qualquer criança, para que nós aprendêssemos a escutar Deus, nosso Pai, a escutar-nos uns aos outros e a dialogar como irmãos e irmãs.  Ó Cristo, nascido para nós, ensinai-nos a caminhar convosco pelas sendas da paz”.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

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